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Equipe utiliza pontes de palitos de picolés para apoiar aprendizado em escolas

Por Yasmin Figueiró

— Com o intuito de enfrentar o baixo rendimento dos alunos de escolas públicas nas ciências exatas, o projeto de extensão “Engenharia na Escola: Construindo Pontes”, do curso de Engenharia Civil da UFSB, busca facilitar o aprendizado de conceitos básicos de exatas nas escolas públicas de Texeira de Freitas, por meio da construção de pontes de palitos de picolés. 

“O palito de picolé e a cola formam um material compósito muito poderoso e que a gente negligencia. Tem o lúdico de ser um palito de picolé, não é uma barra de aço, é um palito de picolé. Tem uma coisa lúdica nisso aí, eu acho interessante por isso. Ano passado a gente teve ponte que aguentou cento e poucos quilos”, comenta Samile Raiza, professora do curso de Engenharia Civil e coordenadora do “Engenharia na Escola”. 

Edição 2024 do Concurso de Pontes de Palitos de Picolés — Crédito: Arquivo/professora Samile Raiza

O projeto surgiu após duas edições do Concurso da Ponte Treliçada de Palitos de Picolé, promovido pelo curso de Engenharia Civil da UFSB, durante a Semana de Engenharia Civil do Campus Paulo Feire, em que alunos de escolas públicas e privadas de Texeira de Freitas competiam pelo prêmio da melhor ponte.  

No entanto, em ambas as edições os primeiros colocados foram alunos de escolas particulares, evidenciando a lacuna existente para os estudantes de escolas públicas. “E assim veio a ideia de escrever um projeto que seja voltado para as escolas públicas, porque a gente via que eles tinham vontade, era uma coisa que empolgava os adolescentes, mas que faltava os conhecimentos teóricos por trás”, relembra Samile. 

Em sete encontros com alunos do primeiro ao terceiro ano do ensino médio, o projeto abordará temas como matemática, física e geometria, promovendo o embasamento teórico necessário para a construção das pontes. 

No final dos sete encontros, um concurso será realizado dentro das escolas públicas, e os primeiros colocados serão classificados para o concurso final com estudantes da UFSB, universidades particulares e escolas particulares, com prêmios aos primeiros colocados.

“Levar um projeto desse, falando de engenharia, para as escolas, tentando levar no lúdico, numa coisa de uma competição, para mim é algo muito satisfatório, que tem uma importância. De transformar mesmo a realidade, sabe? Eu sei o quanto isso pode impactar essas crianças, esses adolescentes que às vezes estão sem perspectivas, que muitas vezes nem sabem que tem como fazer engenharia gratuito em Teixeira de Freitas, que ainda é um curso desconhecido aqui na cidade”, afirma Samile. 

Segundo Samile, o Engenharia na Escola pretende expandir, no próximo ano, para mais escolas públicas da região. O concurso final será aberto ao público e está previsto para acontecer em setembro deste ano. 

Para acompanhar os próximos passos e conhecer mais sobre o projeto, siga-os nas redes sociais: @profsamilercm. 

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