Por Elaine França
— Um projeto de extensão desenvolvido pela Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) já beneficiou mais de mil alunos, levando a educação marinha para a rede municipal de ensino em Porto Seguro. A ação ensina a importância dos recifes de corais e como preservá-los. As atividades são realizadas em sala de aula e também contam com uma visita ao Parque Natural Municipal Marinho do Recife de Fora (PNMMRF), para que os alunos conheçam e aprendam na prática.
Visando diminuir os impactos da desinformação sobre os recifes de corais, foi desenvolvido o projeto de extensão “Recife de corais: Educar para compreender” criado pelo Centro de Formação de Ciências Ambientais (CFCAM) e coordenado pelo professor Igor Emiliano. O projeto é feito com crianças do 8º e 9º ano da rede pública de ensino em Porto Seguro. A iniciativa também conta com a parceria da Secretaria de Meio Ambiente e Causa Animal (Semac).
O projeto começa em sala de aula, onde é realizada uma palestra de apresentação. Nessa aula, os alunos entendem o que são os recifes de corais, aprendem sobre o Parque Natural Municipal Marinho do Recife de Fora, quais são as instruções para visitação e conhecem um pouco da UFSB. Após cerca de uma semana da palestra, os estudantes visitam o parque e veem na prática o que foi ensinado.
No dia da visitação no PNMMRF, um ônibus fornecido pela prefeitura busca os alunos na escola e transporta até o píer. Após isso, os alunos seguem de escuna até o parque. Cada estudante recebe a camisa do projeto e também utilizam um calçado apropriado para andar no parque e um snorkel disponibilizado pela Semac, de forma gratuita, para os alunos usarem durante o passeio.
Ana Beatriz, estudante de Oceanologia da UFSB e integrante do projeto de extensão, destaca a importância da educação marinha nas escolas: “Para uma região que a gente está inserida, nessa região de Porto Seguro, onde a gente tem recifes de corais aqui próximo, tem o recife de fora, que é uma unidade de conservação, tem muitas crianças que não entendem, que são filhos de pescadores, já ouviu falar por alto, mas não conhecem muito bem e não entendem a importância que tem. É um trabalho para tratar sobre o sistema de conservação marinha, da poluição e da cultura oceânica que é muito importante. Uma coisa que gosto muito de falar é que eles precisam entender para compreender, então a gente busca levar eles a entender, mostrar a eles o que é, ensinar, para que eles compreendam que é importante essa preservação do meio marinho e da conservação”.


Para Ana Beatriz, é satisfatório ouvir os depoimentos dos alunos que participaram. Segundo ela, a desinformação é muito presente entre os estudantes, mas uma nova perspectiva surge ao final das palestras e visitação ao parque.
“Encontrei na rua um menininho, ele falou que tinha se apaixonado tanto pelos recifes e pelo ambiente coralíneo, que ele tinha falado com a mãe dele que quando ele crescesse queria estudar na UFSB e fazer Oceanografia, para poder estudar os corais”, destaca Ana.
Por meio do projeto, Aisline Nathaly, estudante de Oceanologia da UFSB, visitou o Recife de Fora pela primeira vez e conta como foi sua experiência:
“Foi uma experiência incrível, porque é como mergulhar em um aquário vivo, com uma diversidade biológica muito grande, diversidade de peixes, diversidade de corais, é um mundo marinho, incrível, lindo que cativa qualquer um”.
Para visitar o Parque Natural Marinho de Recife de Fora, os interessados devem contratar os serviços de uma agência de turismo autorizada. O valor da visitação pode variar entre as agências, mas fica em torno de R$ 150 a R$ 170 por adulto. Por se tratar de uma área de preservação ambiental, existem normas para visitação e uma quantidade limitada de 400 visitantes ao dia.
Para mais informações sobre o projeto e visitação ao parque, acesse:
- Instagram do Projeto: @labggec
- Site oficial do parque: www.parquedorecifedefora.com.br