Oficinas em Teixeira de Freitas ensinam a fazer cosméticos com plantas medicinais 

15 de junho de 2026
Oficinas em Teixeira de Freitas ensinam a fazer cosméticos com plantas medicinais 
Sabonete natural de aroeira, cercado por folhas de aroeira (planta medicinal) - Crédito: Larissa Silva

Por Larissa Silva

Em Teixeira de Freitas, a população que tem procurado alternativas mais naturais para substituir cosméticos industrializados pode agora encontrar um apoio para buscar fazer seus próprios produtos, a partir de plantas medicinais. Uma equipe do Centro de Formação em Saúde da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) está oferecendo oficinas para os interessados no tema.

Plantas medicinais são aquelas que contêm substâncias terapêuticas e podem ser utilizadas no combate e tratamento de doenças. Elas também podem ser usadas na produção de cosméticos naturais, produtos feitos com ingredientes de origem natural e que contêm na sua composição baixos níveis de aditivos químicos sintéticos ou, em alguns casos, nenhum.

Coordenado pela professora Gisele Lopes de Oliveira, o projeto oferecerá a formação em uma Unidade Básica de Saúde da cidade. Mariana Barbosa, estudante de medicina que atua no projeto, explica que oficinas semelhantes já aconteceram em uma comunidade quilombola e em uma escola da região. “Como eu sou aluna do curso de medicina e estagiei numa unidade de saúde, então eu percebia que a população daquela unidade fazia uso de plantas, tinha isso entre as escolhas no cotidiano deles. Eu resolvi juntar essas duas coisas, que é fazer essas oficinas agora no contexto da unidade de saúde”, explica a estudante.

As oficinas irão acontecer mensalmente na sala de reunião da UBS, que fica localizada na Rua 12, S/N, no bairro Urbis III em Teixeira de Freitas.  Nesta edição do projeto, as atividades vão ser destinadas aos moradores do território que estão cadastrados na unidade de saúde e pretendem reunir cerca de cinquenta pessoas por sessão. Além disso, serão subdivididas em seis encontros com temas específicos, variando desde roda de conversa até produção de sabonetes naturais.  

A divulgação das oficinas acontecerá de forma online e presencial. Segundo a bolsista, um flyer será divulgado nos grupos de Whatsapp da comunidade e da própria unidade de saúde. Além do mais, também será feito um material impresso, que ficará disponível no quadro de avisos da UBS. 

Durante os encontros, os participantes também receberão um livreto sobre o tema. “Ele tem informações das plantas, sobre o uso, a indicação de cada uma, e tem também falando um pouco sobre os cosméticos naturais em si. Como produzir, os utensílios necessários. Vem também uma parte que eu falo da legislação. Como que essa parte do cosmético natural é tratada hoje no Brasil pela Anvisa”, explica Barbosa. 

De acordo com a estudante, a proposta pretende mostrar para a comunidade que é possível produzir cosméticos naturais de uma maneira simples e sustentável, utilizando recursos que a população encontra de fácil acesso. “Mostrar que isso é mais simples do que parece, né! E que às vezes a gente pode substituir muitos produtos que a gente compra de forma industrializada com coisas que a gente pode fazer em casa”, informa ela. 

Em relação ao público que mais utiliza esses produtos na comunidade, Barbosa percebe que o perfil das pessoas que mais fazem uso é, em sua maioria, de adultas a idosas. Ela ainda destaca que há uma predominância de mulheres, na faixa etária entre 30 a 60 anos. 

A estudante ainda aponta que um dos principais desafios para a difusão do tema está em transmitir as informações para a sociedade de forma segura e pautada em evidências científicas. Segundo a estudante, embora o uso de plantas medicinais esteja presente no senso comum e no saber popular, é necessário que esse conhecimento seja aliado à ciência. “Quando se trata disso, e principalmente de um projeto de extensão ligado a uma universidade federal, tem que ser um conhecimento seguro. Então, eu acho que é um desafio para mim me manter atualizada, pesquisar, buscar referências para garantir que o que eu estou transmitindo para a população seja realmente algo verdadeiro e baseado em pontos confiáveis”, destaca Barbosa. 

Aqueles que desejam saber mais sobre o projeto podem entrar em contato diretamente com Mariana Barbosa, por meio do e-mail  maridepinho3@gmail.com .

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